Sábado, 26 de Julho de 2008

Opções excludentes

Há momentos em que me guio pelas coisas corretas, a fim de optar pela melhor solução. Mas, quando me restam muitas opções a escolher, me oriento pelas incorreções e incertezas.


Simplificando a perfeição

Sempre que procuro resolver questões da vida, encontro em momentos os quais não estou tensionado. E desta vez, encontrei em minhas "adanças" pela itnernet uma frase que representa muito do que acredito.

Esta frase é apenas parte do que representa estar no mundo e não ser dele, pertencer ao que o envolve e manter-se ítnegro. Acredito que não podemos ser tudo aquilo que gostaríamos, mas devemos, antes de tudo, ser aquilo quem somos na essência.

"A perfeição não é mostrar poderes miraculosos, mas sentar-se entre os homens, vendendo e comprando, casando-se, tendo filhos e não obstante jamais separando-se da Presença Divina nem por um instante" sayyid al-Kharrasa


Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Agradecer

Era uma vez um homem muito rico e bem sucedido em sua vida social. Para ele, cada passo a ser trilhado era um desafio, um caminho a ser conquistado. Jamais se contentava com a metade de uma vitória, e sempre que chegava ao ponto desejado, outro degrau já era desejado.
Sua crença estava pautado na speração das suas barreiras, e em nunca parar, pois isso significaria a morte.
Um dia, caminhando pela estrada que ligava sua mansão até a cidade, encontrou com um velho, trajado com roupas um tanto quanto maltrapilhas. Ele se encontrava sentado, apoiado sobre suas pernas entrepassadas simetricamente. Suas mãos se apoiavam sobre as coxas, inertes, bem como suas palpebras cerradas. O terço era a única coisa aparentemente viva naquela figura, sendo passado vagarosamente por entre os dedos - um contar cadenciado.
O homem afortunado então parou e pensou: "como pode tal pessoa se submeter a este estado?". Indignado, então, rompeu o silêncio:
- Velho homem, levante-se, pois a vida não dá trégua para aqueles que se tornam estáticos!
Erguendo o rosto, e calmamente, respondeu:
- Mas de maneira nenhuma estou inerte, pelo contrário, me encontro em oração de agradecimento.
- Agradecer? Gastas tanto tempo repassando uma conquista do passado, e perdes a chance de alcançar ou louros futuros. - retrucou de maneira firme e imponente.
O velho maltrapilho levantou-se, e, olho-no-olho, pronunciou:
- O futuro não me pertence. O que me resta é o passado e o presente. Certamente se sente eternamente insaciado, buscando sempre aquilo que ainda não tem, estou certo?
- Certamente! - replicou, estufando o peito.
- Isto te fez um homem afortunado, mas frustrado em muitas das vezes, não é verdade?
Dando um giro sobre seu próprio eixo, o homem rico acenou com a cabeça. Mas, como jamais se dá por vencido, revidou:
- Eu posso ser frustrado às vezes sim, mas e você? Sempre aí, parado na vida?
E então o velho homem diz:
- Eu não estou parado, estou agradecendo. Sou afortunado de tal maneira que conquistei o desejado no momento, e oro para demonstrar minha gratidão, pois não sou eu quem corro até as vitórias, elas vêm até mim. E assim, tenho tempo para gozar o que consegui.

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

...

"O melhor sabor da vida é o gostinho de não se ter aquilo que se quer"


Instável ou estável?

Por quantas vezes torci pela decisão,
almejando a certeza dos atos, ilusão.
Para tanto sonhei uma visão límpida,
Fala, gesto, olhar, sinceras malícias.

Mas contra tanto, desejo indecisão.
Quero não ser capaz de distinguir,
pois à frente da certeza, vem o sonho.
Pois tudo que é sentir, é difuso.

Pois não é a rima que faz o verso,
ele paira perene e livre pelas sílabas.
Arrasta uma a uma, sopro a sopro, sutil,
e quando se dá conta, melodia em si surgiu.

E a indecisão é como o verso, é resultado.
E o sentimento é como a rima, livre a planar.
Quando o sentir é profundo, o mundo não é exato,
tornando tudo incerto, instável e delicioso.

"Saudade verdadeira não é ausência, é a inveja daquilo que você já viveu."


Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Comum lidão, como só lidão

Já passou pelas minhas confusões mentais diversas discussões monólogas a respeito deste assunto, e semrpe entendia a solidão como um "estado criado por nós mesmos". Desta maneira, sozinhos é diferente de solidão.

Recebi, então, estas palavras de Chico Buarque, que soube de maneira muito mais hábil representar Solidão:


Então concluo:

"Só lidão bem aqueles que descobrem: sozinho é estar eu comigo mesmo, sendo assim, nunca terei solidão."


Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Estado ou ato mudo?

Eu,

Mudo silêncio ou mudo polêmico?

Substantivo ou verbo, eu mudo!


Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Metade, saudade!

Todo dia, quando falo, digo metades.
Sempre quando rio, encondo saudades.
a metade é rala, a palavra disfarça.
Pois o itneiro é completo, o resto, farça.

Carne ou sentimento, um descontentamento.
Silêncio retumbante, atordoamento proeminente.
E sempre que penso, desculpo condescendente:
Duas metades sempre formam inteiro e complemento.

Mas vil racionalidade da mente.
Mente atestando saber categoricamente,
Que a metade que falta é consciente,
e se esquece, que a metade da vida se sente.

"O que o sentimento contrói, racionalidade nenhuma destrói."


Sábado, 21 de Junho de 2008

Quer ser ponto,ou quer ser vírgula?

O ponto é conclusivo, final da lógica, imponente e conclusivo. A vírgula é poética, intermediária, conectiva e pausada, separadora, mas conciliadora.

O ponto é aquele que sabe quando concluir de vez (ponto final), ou quando tomar rumos diferentes ou congruentes. Em contrapeso, a vírgula é o canal que liga ação e reação, ação e intenção, sabendo quando pausar para respirar e repensar, entonar e cadenciar.

O ponto final é o alívio da conclusão, e a vírgula é o chamado para a continuidade.

O ponto é acabado, a vírgula, construção.


Alguém me encontrou?

Poucas vezes eu parei para pensar neste ponto de vista... mas e se estiver errado?

Sempre quando julgo algo, dentro do que é certo ou errado, busco entender sob a premissa ética. Porém, tenho ao final desta síntese, não apenas um conceito meu do que é correto, mas apenas metade dela. A outra fração é a ética.

Sendo asism, quanto mais penso de maneira abrangente, menos ajo por mim mesmo. Isto tudo somado às regras morais me distanciam cada vez mais do que seria ser Eu.

Como se não bastasse, ainda me restam os dogmas religiosos e filosóficos. Agora sim, me divido em mais uma parte, sendo aidna mais menos Eu mesmo.

E agora, quem Eu sou? Aquela pequena parte que restou além da ética, da moral e dos dogmas?

Pois bem, acho que não!

Concluo que Eu não sou Eu, mas Eu, somos Nós...

Sou para cumprir um papel de valor na sociedade, e não para objetivar unicamente a felicidade. Seria muito simplista em meio a tantas variáveis da vida.

Vejo muitas pessoas que passam pelo mundo à passeio, em trajes de férias... Bonita idéia, mas, pelo que percebi, se perdem por algum caminho.

No fundo, felicidade não é objetivo, mas consequência. Finalidade para mim é dividir amor e multiplicar felicidade.

"O grande é admirado em um palco iluminado, e o pequeno é cativado em aconchego, conjugado."


Domingo, 15 de Junho de 2008

Desconstruindo todos quem pensamos ser

Quem sou eu?

Certamente alguém ao qual não conheço. Quem dirá os outros...

No final das contas discubro que não conheço ninguém. Apesar de afirmar "estou sendo eu mesmo...", me vejo constantemente interpretando uma personagem. Reprimo meu Id e faço com que me transforme em um Super-Ego, imagem daquilo que acho certo, ou simplesmente legal, conveniente ou confortável. Sou, assim, em suma, aquilo que penso querer ser.

Somos intérpretes de papéis que assumimos em um grande teatro chamado vida. Somos, às vezes autores dessa personagem, e em momentos, co-autores. Nos sentirmos bem com o que somos significa cumprir com nossos talentos artísticos de assumir o papel pretendido. E os erros em cena são os momentos nos quais paramos e pensamos "por quê diabos agi assim...".

"Por que ser quem não sei, se posso ser quem quiser?"


Sábado, 14 de Junho de 2008

Estrofes que nada dizem

Pisca uma luz e acalma os sentidos,
pois ainda que não a veja, creio.
Antes mesmo da razão explicar,
e ainda que o sentimento não apareça,
algo aponta... sim, deve ser assim.

Letra é forma e razão.
Palavra é sentido e compreensão.
Frase é contexto e conhecimento.
Mas sabedoria, nem ação, nem emoção...
é inspiração sem autoria.

Compaixão, ação comum, comunhão.
Respeito, ser modesto, aceito.
Honrado, sua verdade, coerente.
Sapiente, receptivo, consciente.
Verdade, variedade, detalhe.

Penso, logo existo,
Ajo, logo conquisto.
Sinto, logo cativo,
Acredito, logo me afrmo.
Relaxo, me torno completo.

Metade bom, metade mau.
Metade certo, metyade errado.
Metade convicto, metade solícito.
Metade ativo, metade inativo.
Metades suplementares, inteiro sou.

"Aindsa bem que não sou aquilo que os oturos gostariam que eu fosse, caso contrário, nada além do outro seria."


Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Data estelas nº 29052008

Voltava eu, rodeado por pessoas cansadas depois de um dia inteiro de trabalhos, estudos, caminhadas e toda sorte de sentimentos vivenciados. Repartia o pouco espaço em pé, apoiado pelas barras de aço presas no teto do veículo que xaqualava em cada curva, aceleração ou freiada. Minha mochila contantemente esbarrava nos ombros daqueles afortunados que podiam repousar-se em um dos concorridos asentos.

Até o meu ponto de chegada, muitos ficaram pelo caminho, garantindo o meu metro quadrado de liberdade. Toco o sinal para descer, e ao levantar, vários olhares se desprendem dos seus vagos ócios - produtivos e inprodutivos -, me fazendo postar de passos firmes e gestos bem conduzidos. O veículo pára, e vagarosamente se abre a porta: primeiro a face esquerda, depois a face direita. Desco as escadas ainda sob efeito da inércia, contrabalanceando meu corpo com rapidez para me manter estável.

Pés na calçada larga e pouco movimentada, margeada por uma avenida itnensa em luzes que vêm e que vão. Estou com música nos ouvidos, restando do ambiente apenas o abafo dos motores e buzinas.

Pois bem... ando sozinho, e pensativo sobre a letra que acompanhava a melodia emitida pelos fones. Era mais uma vez a frase "walk alone" (ando só). Bucólico sim pela poesia da expressão, mas estava certo de que "só" não era tristeza, mas estado de confiança do meu caminho, pois buscava ser aquilo que pretendia ser, e assim continuo...

Subi o morro, com audição introspectiva devido à música, mas olhos pouco hábeis atentos. Em minha carteira apenas plástico, o que me obrigou a correr até um caixa-eletrônico e me reencontrar com onças e mico-leões. No momento em que estes chegavam até minhas mãos, a figura entusiasmada de um colega que batia nas minhas costas e dizia estar em direção das gôndolas de quitutes.

Por assim acontecer subimos alguns metros calçada adiante, à procura do veículo estacionado com duas senhoras que serviam refeições em meio à confusão de carros e transeuntes indo e vindo da faculdade.

Pedi, paguei, levei, comi e agora estou aqui, ainda vestido tal qual me preparei para o dia, prestes ao banho. Mas havia de estar aqui, escrevendo... por quê? Nem escritor, nem criativo, nem criador, nem importante... apenas apreciando o ato de pensar, vagar e digitar.


Parafraseando o dito de um um olega:
"cavei, cavei, cavei, cavei...!!! Este texto não é nada romântico, mas é muito profundo!"



Domingo, 18 de Maio de 2008

Veleiro ao tempo, eu ao vento

Tempo, maré e vento.
Nós, veleiro e leme.
Nós e o tempo, momento,
proa e vento, lamento.

Liberto o sopro, destino.
Alinho a vela, firmo o leme,
pois o veleiro, hábil domino,
mas o tempo, respeito solene.

Parte consciente,
ávido agente.
Ondas presentes,
proa em tangente.

Parte paciente,
sentindo conivente.
Em intuição latente,
firme em fé, somente.